Precisamos falar sobre Terrace House

Agora que terminei a segunda parte de Terrace House 2019-2020, eu preciso falar sobre isso. Houve um acréscimo de qualidade tão grande que algumas coisas do texto anterior precisavam ser retificadas.

Após escrever aquele texto, pude ver quais foram os artifícios utilizados para manter o programa empolgante. Como eles mesmos dizem, é muito fácil cair na zona de conforto. Mas isso passou longe de acontecer.

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Sobre minha profícua carreira de atleta

Rolling Stone · 4 motivos para acreditar que Space Jam não é tão ...

Eu tinha 7 anos quando cheguei em São Paulo. Meu pai havia sido transferido para trabalhar em Osasco e toda a nossa família se mudou para Jundiaí. Era uma mudança brusca, mas as condições de vida iam melhorar muito – o Rio de Janeiro não vivia seus melhores dias.

Passamos 3 meses em um hotel chamado Le Partenon, num apartamento com cozinha americana e dois quartos. Era a vida dos sonhos. Eu não estava matriculado ainda e passava o dia vendo TV Globinho e jogando o meu CD-Rom com 120 jogos num notebook alugado. Existe um cheiro específico de comida que me lembra imediatamente o Le Partenon.

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The Human Condition: Filme tem 9h47m e você devia vê-las

Janus Films — The Human Condition

Épicos relatam a jornada de um herói honrado contra as malvadezas do mundo. Por mais que a estrutura seja sempre parecida, dificilmente esses filmes não são maravilhosos. Imagine você, então, um épico de quase 10 horas sobre um japonês pacifista no meio da Segunda Guerra Mundial.

Essa é a história de Guerra e Humanidade (The Human Condition), o épico de Masaki Kobayashi, um dos filmes mais importantes da história. O filme é dividido em três partes, todas estreladas por Tatsuya Nakadai no papel de Kaji.

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Green Eyes

Elevate Talks: Bjenny Montero - Josefina Blattmann - Medium

Lil Feet andou pelos campos de sua mente por toda a vida. Todo mundo que ele já conheceu não passava mais do que alguns dias lá antes de se cansar. As pessoas queriam ver outras coisas, descobrir novos lugares e caminhar por outros tons de cores. Lil Feet nunca teve esse desejo. Por curiosidade, ele de vez em quando pensava em sair, mas o fato era que ele realmente amava seus próprios campos da mente. Ele amava cada coisinha de lá. Havia tantas toneladas de verde, sua cor favorita! Ele amava o verde caribenho, o verde elétrico, o verde azul, o verde jingle, o verde limão. Ele até amou o ciano, que não era especificamente um tom de verde, mas havia verde nele e sempre o fazia se sentir bem.

Um dia, Lil Feet estava tentando dormir depois de uma longa caminhada por uma floresta de eucaliptos e uma coisa incrível aconteceu. Um grande raio apareceu no céu e caiu a alguns metros de onde estava Lil Feet. Ele explodiu com tanta força e fez um barulho tão grande que, por um minuto, Lil Feet pensou que não conseguiria passar por isso. Ele tinha certeza de que era um monstro querendo comê-lo, então ficou com muito medo de ir ver o que era, se escondendo nas próprias sombras a noite toda.

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A Morte Escolhida

Após a frequente repetição de determinados arquétipos de suicídio em produções japonesas, me peguei pesquisando sobre como o suicídio é visto na cultura oriental. Anotei algumas coisas e compartilho com vocês, adicionando o conteúdo que me levou a pesquisá-lo:

1. HARAKIRI

Seppuku - Wikiwand

Se o suicídio é comumente relacionado à tristeza e depressão, no Japão feudal existia uma forma diferente de encará-lo. Samurais que, por alguma razão, decidissem dar um fim às suas vidas, poderiam fazê-lo sem perder a honra ou entristecer familiares.

Funcionava assim: o Samurai precisava ir a uma guilda e pedir permissão ao líder para fazer o Harakiri. Ele contava sua história de glórias e batalhas, e explicava exatamente por que decidia dar um fim à vida. Às vezes por alguma doença, dívidas, problemas familiares, profunda tristeza, ou simplesmente por acreditar já ter cumprido seu papel. Caso o pedido fosse aceito, dava-se início ao ritual.

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Os Melhores Filmes do Festival Varilux 2020

Festival 'Varilux Em Casa' oferece 50 filmes franceses de graça no ...

Que delícia – o Festival Varilux de Cinema Francês está disponível gratuitamente neste site aqui. O festival faz uma curadoria com os maiores sucessos franceses dos últimos anos.

São 50 filmes que cobrem todos os estilos e gostos: comédias (“Amor à Segunda Vista”), dramas (“Agnus Dei”), filmes históricos (“A Revolução em Paris” e “Cyrano mon Amour”), thrillers (“Carnívoras”), animações (“Asterix”), e muito mais.

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Terrace House 2019: O reality que é reality mesmo

Terrace-House

Terminado o BBB, fiquei órfão de um entretenimento de fácil digestão. Cheguei a passar pelos vales das sombras e da morte, dando chances a Mestres do Sabor e De Férias com o Ex, mas o único que me cativou mesmo foi o reality japonês da NetFlix Terrace House 2019-2020.

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Diário de Quarentena

Acordo às 9h. Antes mesmo de levantar da cama mando um “bom dia” no grupo do trabalho, para denotar que já estou a postos. Só aí troco de roupa (detalhe importantíssimo!), arrumo a cama, passo um café, rego as plantas. Às 9h20 estou pronto para trabalhar.

Trabalho focado e produtivo até 11h40, quando bate a fome.

Decido o que vou cozinhar. Penso calmamente, escolho. Uma proteína, um carboidrato, alguma coisa verde. Qual o suco? Laranja, beterraba, guaraná.

Cozinho ouvindo música e checando o celular o tempo todo. Almoço tranquilo, na mesa da sala, com a música ainda tocando.

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40 dias de quarentena

Entendo que tenha todo um lado problemático nessa afirmação, mas eu estou amando a quarentena. Nesses 40 dias, tive apenas dois dias de mau humor. De resto, estou brilhante. Faço minha comida, trabalho sem precisar sair de casa, meu salário e minha família estão protegidos. Moro na minha própria casa, onde posso molhar minhas plantas e tomar chá com torradas.

Disse algumas vezes essa frase e repito de novo: o que vocês chamam de quarentena, eu chamo de férias de verão. Porque era exatamente assim mesmo. Eu passava dois meses in-tei-ri-nhos sem sair de casa. Tão logo acabava o ano letivo, eu agia exatamente assim:

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