Diário de Quarentena

Acordo às 9h. Antes mesmo de levantar da cama mando um “bom dia” no grupo do trabalho, para denotar que já estou a postos. Só aí troco de roupa (detalhe importantíssimo!), arrumo a cama, passo um café, rego as plantas. Às 9h20 estou pronto para trabalhar.

Trabalho focado e produtivo até 11h40, quando bate a fome.

Decido o que vou cozinhar. Penso calmamente, escolho. Uma proteína, um carboidrato, alguma coisa verde. Qual o suco? Laranja, beterraba, guaraná.

Cozinho ouvindo música e checando o celular o tempo todo. Almoço tranquilo, na mesa da sala, com a música ainda tocando.

Se o dia estiver tranquilo, assisto um episódio de One Piece. Se estiver pegado, volto logo a trabalhar.

Às 14h costumo ter alguma reunião enfadonha. O chefe fala, fala, fala, fala…

Geralmente termino tudo o que tenho pra fazer ali pelas 15h, 16h. Aí fico suave. Faço duas torradas, passo requeijão, como tomando chá.

Sento no sofá de leitura, fico lendo, sempre de olho no celular pro caso de surgir demanda.

Às vezes surge, geralmente não. Quando dá 18h é como se um peso saísse das minhas costas. Acabou o expediente. Posso assistir anime sem culpa. Dou um dois. Começo a assistir mais um episódio de One Piece.

19h começo a pensar na janta. Às vezes é o que sobrou do almoço, mas às vezes faço coisa nova. Caccio & pepe, frango cremoso, hamburger artesanal. Capricho. Pra não ser enfadonho, tiro foto todo dia, mas mando pra pessoas diferentes.

Ligo pros meus pais. Toco um pouco de violão.

Terça-feira é dia de pizza d’O Forno. Metade calabresa, metade sonho de valsa – nossa, nem fala, chocolate derretido com casquinha de sonho de valsa, hmmm.

Aí sento com o roomate na sala e assistimos algum anime que não seja One Piece – até pra dar uma variada.

“Hoje morreram 407, tu viu?”. “É, rapaz. Não vai acabar nem tão cedo.”

20h30 tem panelaço. Todo dia. Genocida! Um idiota grita “mito” ao longe. Ei, bolsominion, vai tomar no cu!

Tomo um banho, troco de roupa (rituais importantíssimos!). Tiro as plantas da varanda, coloco pra dentro de casa.

22h30 começa o BBB e o já tradicional baldão de pipoca. Como pipoca todos os dias. Os rins vão pro saco.

Acabando o BBB, roomate fala: mais anime? Falo: nah, to cansado. Vou pro quarto.

Mas, na verdade, não estou cansado. Só quero ficar sozinho. Fico assistindo algum filme até 1h da manhã.

Durmo. Sonho todo dia. Nunca sonhei tanto.

Qualquer dia a morena deve colar aí. Ela ta quarentenada e só vem às vezes. Com ela é a mesma coisa, só que com ela.

Nos fins de semana troco o trabalho por alguma série. Já vi Freud, Please Like Me, Better Call Saul, até um dorama chamado Holo.

Nos dias tristes preciso ir ao mercado. Nos dias alegres, como vagem francesa. No forno, com azeite, fica uma delícia.

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