A quarentena é curiosa…

Depois de muito tempo, fui à casa de umas amigas que moram aqui na rua de trás. Mesmo que fosse normal, parecia diferente. Algo meio privado, ninguém podia saber. E mesmo que parecesse normal, era mesmo diferente. Não porque 1500 pessoas morriam por dia. Mas porque depois de tanto tempo se comunicando tão pouco, falando com tão poucas pessoas – uma cerveja e um bate-papo verbalizava tanto! E verbaliza para além dos discursos comuns, que nos habituamos a usar socialmente, nas conversas corriqueiras, que constroem aquela persona transitória. Fomos encontrando um novo tipo de conteúdo, um pouco parecido com o antigo, mas com umas pitadas um pouco mais reflexivas, como se todos ficássemos um pouquinho Zaratustra das ideias.

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