Resenha: A Morte do Pai, 2009 (Karl Ove Knausgård)

A morte do pai – Karl Ove Knausgård – Literateca

Eu diria que 70% desse livro é bom. O autor entra em um freestyle autobiográfico passeando por suas lembranças da juventude e adolescência. É como ler um blog ou o diário de um adolescente super bem escrito. São aquelas leituras fáceis e viciantes em que se entra num transe e 50 páginas passam num piscar de olhos.

Os outros 30% são elocubrações filosóficas que o autor faz aleatoriamente e você se pega pensando: Karl Ove, não é pra tanto. Voltemos aos fatos…

Ao analisar como o pai de Karl era uma figura marginal em toda sua infância, e revisitar, mais velho, essas lembranças em seu leito de morte, eu sou obrigado a refletir sobre quem eu quero ser para as pessoas ao meu redor. Eu quero ser melhor. Melhor do que o que? O melhor que eu puder, melhor do que ontem.

Quando ele revisita tantas vezes a última vez que viu o pai. Quando ele reencontra em seus atos as reminiscências de traumas que ele nem sabia que estavam ali. Quando ele chora tantas vezes e descobre uma angústia que estava escondida.

Meu pai é perfeito, o melhor pai que eu poderia ter. Mas o panorama é outro. É daqui pra frente. Este livro nos passa a responsabilidade de não deixar nos outros o que o pai deixou em Karl Ove. Ninguém deveria se sentir culpado ao chorar a morte do pai.

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Essa foi a parte 1 de 6. Ainda estou pensando se leio as demais.

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