A quarentena é curiosa…

Depois de muito tempo, fui à casa de umas amigas que moram aqui na rua de trás. Mesmo que fosse normal, parecia diferente. Algo meio privado, ninguém podia saber. E mesmo que parecesse normal, era mesmo diferente. Não porque 1500 pessoas morriam por dia. Mas porque depois de tanto tempo se comunicando tão pouco, falando com tão poucas pessoas – uma cerveja e um bate-papo verbalizava tanto! E verbaliza para além dos discursos comuns, que nos habituamos a usar socialmente, nas conversas corriqueiras, que constroem aquela persona transitória. Fomos encontrando um novo tipo de conteúdo, um pouco parecido com o antigo, mas com umas pitadas um pouco mais reflexivas, como se todos ficássemos um pouquinho Zaratustra das ideias.

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Sobre Chinelos e Ciclos do Caos

Eu estava saindo do mercado, bolsa cheia de verduras, buço suando embaixo da máscara, coçando a pelugem da parte inferir do lábio com a boca.

Passei por umas floriculturas, olhei, olhei, escolho planta como se fosse roupa, olho um milhão de vezes, nunca gosto de nada, raramento vale o investimento, até que ploft, surge uma que me conquista o coração e compro imediatamente, mesmo que não pudesse.

Mas naquele dia nada. Então saí das floriculturas e meu chinelo arrebentou.

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Acabou a paz e o amor

Washingtonians Are Making Poignant Art About Quarantine ...

Agora o combustível para cada dia de quarentena é o ódio generalizado.

Há um mês, pensei ter atingido o pico de stress da quarentena. Meu horário e salário foram reduzidos por conta da pandemia. A equipe foi reduzida pela metade, mas as demandas continuaram as mesmas. E o meu chefe… o meu chefe é pior do que qualquer redução.

Sexta-feira ele gosta de aparecer. Nos corredores já se sente, nas entrelinhas já se ouve. “O que será que ele inventa hoje, ein?”, nos perguntamos ao chegar da tarde. Conforme anoitece sondamos, avisamos que pretendemos fechar o expediente, que temos isso ou aquilo. Nada.

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Precisamos falar sobre Terrace House

Agora que terminei a segunda parte de Terrace House 2019-2020, eu preciso falar sobre isso. Houve um acréscimo de qualidade tão grande que algumas coisas do texto anterior precisavam ser retificadas.

Após escrever aquele texto, pude ver quais foram os artifícios utilizados para manter o programa empolgante. Como eles mesmos dizem, é muito fácil cair na zona de conforto. Mas isso passou longe de acontecer.

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Sobre minha profícua carreira de atleta

Rolling Stone · 4 motivos para acreditar que Space Jam não é tão ...

Eu tinha 7 anos quando cheguei em São Paulo. Meu pai havia sido transferido para trabalhar em Osasco e toda a nossa família se mudou para Jundiaí. Era uma mudança brusca, mas as condições de vida iam melhorar muito – o Rio de Janeiro não vivia seus melhores dias.

Passamos 3 meses em um hotel chamado Le Partenon, num apartamento com cozinha americana e dois quartos. Era a vida dos sonhos. Eu não estava matriculado ainda e passava o dia vendo TV Globinho e jogando o meu CD-Rom com 120 jogos num notebook alugado. Existe um cheiro específico de comida que me lembra imediatamente o Le Partenon.

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The Human Condition: Filme tem 9h47m e você devia vê-las

Janus Films — The Human Condition

Épicos relatam a jornada de um herói honrado contra as malvadezas do mundo. Por mais que a estrutura seja sempre parecida, dificilmente esses filmes não são maravilhosos. Imagine você, então, um épico de quase 10 horas sobre um japonês pacifista no meio da Segunda Guerra Mundial.

Essa é a história de Guerra e Humanidade (The Human Condition), o épico de Masaki Kobayashi, um dos filmes mais importantes da história. O filme é dividido em três partes, todas estreladas por Tatsuya Nakadai no papel de Kaji.

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Green Eyes

Elevate Talks: Bjenny Montero - Josefina Blattmann - Medium

Lil Feet andou pelos campos de sua mente por toda a vida. Todo mundo que ele já conheceu não passava mais do que alguns dias lá antes de se cansar. As pessoas queriam ver outras coisas, descobrir novos lugares e caminhar por outros tons de cores. Lil Feet nunca teve esse desejo. Por curiosidade, ele de vez em quando pensava em sair, mas o fato era que ele realmente amava seus próprios campos da mente. Ele amava cada coisinha de lá. Havia tantas toneladas de verde, sua cor favorita! Ele amava o verde caribenho, o verde elétrico, o verde azul, o verde jingle, o verde limão. Ele até amou o ciano, que não era especificamente um tom de verde, mas havia verde nele e sempre o fazia se sentir bem.

Um dia, Lil Feet estava tentando dormir depois de uma longa caminhada por uma floresta de eucaliptos e uma coisa incrível aconteceu. Um grande raio apareceu no céu e caiu a alguns metros de onde estava Lil Feet. Ele explodiu com tanta força e fez um barulho tão grande que, por um minuto, Lil Feet pensou que não conseguiria passar por isso. Ele tinha certeza de que era um monstro querendo comê-lo, então ficou com muito medo de ir ver o que era, se escondendo nas próprias sombras a noite toda.

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A Morte Escolhida

Após a frequente repetição de determinados arquétipos de suicídio em produções japonesas, me peguei pesquisando sobre como o suicídio é visto na cultura oriental. Anotei algumas coisas e compartilho com vocês, adicionando o conteúdo que me levou a pesquisá-lo:

1. HARAKIRI

Seppuku - Wikiwand

Se o suicídio é comumente relacionado à tristeza e depressão, no Japão feudal existia uma forma diferente de encará-lo. Samurais que, por alguma razão, decidissem dar um fim às suas vidas, poderiam fazê-lo sem perder a honra ou entristecer familiares.

Funcionava assim: o Samurai precisava ir a uma guilda e pedir permissão ao líder para fazer o Harakiri. Ele contava sua história de glórias e batalhas, e explicava exatamente por que decidia dar um fim à vida. Às vezes por alguma doença, dívidas, problemas familiares, profunda tristeza, ou simplesmente por acreditar já ter cumprido seu papel. Caso o pedido fosse aceito, dava-se início ao ritual.

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Os Melhores Filmes do Festival Varilux 2020

Festival 'Varilux Em Casa' oferece 50 filmes franceses de graça no ...

Que delícia – o Festival Varilux de Cinema Francês está disponível gratuitamente neste site aqui. O festival faz uma curadoria com os maiores sucessos franceses dos últimos anos.

São 50 filmes que cobrem todos os estilos e gostos: comédias (“Amor à Segunda Vista”), dramas (“Agnus Dei”), filmes históricos (“A Revolução em Paris” e “Cyrano mon Amour”), thrillers (“Carnívoras”), animações (“Asterix”), e muito mais.

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