O narcisismo destrutivo de Karol Conká

Acho que não existe um brasileiro vivo que desconheça o desconforto generalizado que causa a Big Brother Karol Conká. Vamos a um breve relato dos feitos da moça em apenas um mês de programa.

LUCAS

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Nas duas primeiras semanas, vimos Conká destilando tortura psicológica com um menino de 24 anos. Proibindo-o de comer na mesa, manipulando as pessoas para excluí-lo, humilhando-o repetidamente, e atentando contra a sanidade dele de maneira premeditada.

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Éric Rohmer e Praia dos Ossos: As delícias e dissabores dos anos 80

Houve um breve período de tempo nessa quarentena que estive bastante relaxado. Saíra da minha antiga casa, onde um constante mau humor e clima febril me exasperava, e me mudei para a casa dos meus pais, onde reencontrei um conforto e um padrão de limpeza que me relaxou as têmporas.

Em outubro, o dito período, o Fluminense também se manteve invicto por 8 partidas, e a MUBI, essa graciosa surpresa, entrou em minha vida.

A MUBI é uma plataforma de streaming focada em filmes cults. Todos os dias um novo filme, todos os meses novos temas e uma curadoria impressionante. Logo que assinei, encontrei a seleção de filmes “Comédias e Provérbios” do Eric Rhomer, que ainda está disponível no catálogo.

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Provas de que tive 25

Quando o relógio marcar meia noite no dia de hoje, eu terei legalmente 26 anos de idade. É preciso que se registre isso, caso contrário ninguém terá percebido que passaram meus 25 anos.

Isso porque esta foi a idade mais discreta e improdutiva de toda a minha existência. A pandemia e a quarentena fizeram meus 25 anos irem de grande promessa a uma retumbante frustração. Mas nem tudo são lágrimas neste vale de intenções perdidas. Vamos por partes.

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Que que ta rolamd

Os dias não têm sido bons. Acordo com uma ansiedade tão esquisita que de meia em meia hora acho que preciso fazer cocô. Mas é só uma ansiedade e um pum.

Não quero ser permissivo com o termo ansiedade, até porque condeno quem usa assim à toa. Não chega a ser nada patológico, é aquela ansiedade natural que antecede grandes conquistas: quem não sente, já está morto.


Eu me mudo no sábado pra um bate-e-volta na casa dos meus pais enquanto não fecho meu novo apartamento. Tenho aproveitado a semana para visitar apartamentos o máximo que posso, pois depois de sábado será complicado me locomover para o bairro pretendido. Pode não parecer, mas ainda estamos numa pandemia.

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A quarentena é curiosa…

Depois de muito tempo, fui à casa de umas amigas que moram aqui na rua de trás. Mesmo que fosse normal, parecia diferente. Algo meio privado, ninguém podia saber. E mesmo que parecesse normal, era mesmo diferente. Não porque 1500 pessoas morriam por dia. Mas porque depois de tanto tempo se comunicando tão pouco, falando com tão poucas pessoas – uma cerveja e um bate-papo verbalizava tanto! E verbaliza para além dos discursos comuns, que nos habituamos a usar socialmente, nas conversas corriqueiras, que constroem aquela persona transitória. Fomos encontrando um novo tipo de conteúdo, um pouco parecido com o antigo, mas com umas pitadas um pouco mais reflexivas, como se todos ficássemos um pouquinho Zaratustra das ideias.

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Sobre Chinelos e Ciclos do Caos

Eu estava saindo do mercado, bolsa cheia de verduras, buço suando embaixo da máscara, coçando a pelugem da parte inferir do lábio com a boca.

Passei por umas floriculturas, olhei, olhei, escolho planta como se fosse roupa, olho um milhão de vezes, nunca gosto de nada, raramento vale o investimento, até que ploft, surge uma que me conquista o coração e compro imediatamente, mesmo que não pudesse.

Mas naquele dia nada. Então saí das floriculturas e meu chinelo arrebentou.

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Acabou a paz e o amor

Washingtonians Are Making Poignant Art About Quarantine ...

Agora o combustível para cada dia de quarentena é o ódio generalizado.

Há um mês, pensei ter atingido o pico de stress da quarentena. Meu horário e salário foram reduzidos por conta da pandemia. A equipe foi reduzida pela metade, mas as demandas continuaram as mesmas. E o meu chefe… o meu chefe é pior do que qualquer redução.

Sexta-feira ele gosta de aparecer. Nos corredores já se sente, nas entrelinhas já se ouve. “O que será que ele inventa hoje, ein?”, nos perguntamos ao chegar da tarde. Conforme anoitece sondamos, avisamos que pretendemos fechar o expediente, que temos isso ou aquilo. Nada.

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Precisamos falar sobre Terrace House

Agora que terminei a segunda parte de Terrace House 2019-2020, eu preciso falar sobre isso. Houve um acréscimo de qualidade tão grande que algumas coisas do texto anterior precisavam ser retificadas.

Após escrever aquele texto, pude ver quais foram os artifícios utilizados para manter o programa empolgante. Como eles mesmos dizem, é muito fácil cair na zona de conforto. Mas isso passou longe de acontecer.

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Sobre minha profícua carreira de atleta

Rolling Stone · 4 motivos para acreditar que Space Jam não é tão ...

Eu tinha 7 anos quando cheguei em São Paulo. Meu pai havia sido transferido para trabalhar em Osasco e toda a nossa família se mudou para Jundiaí. Era uma mudança brusca, mas as condições de vida iam melhorar muito – o Rio de Janeiro não vivia seus melhores dias.

Passamos 3 meses em um hotel chamado Le Partenon, num apartamento com cozinha americana e dois quartos. Era a vida dos sonhos. Eu não estava matriculado ainda e passava o dia vendo TV Globinho e jogando o meu CD-Rom com 120 jogos num notebook alugado. Existe um cheiro específico de comida que me lembra imediatamente o Le Partenon.

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The Human Condition: Filme tem 9h47m e você devia vê-las

Janus Films — The Human Condition

Épicos relatam a jornada de um herói honrado contra as malvadezas do mundo. Por mais que a estrutura seja sempre parecida, dificilmente esses filmes não são maravilhosos. Imagine você, então, um épico de quase 10 horas sobre um japonês pacifista no meio da Segunda Guerra Mundial.

Essa é a história de Guerra e Humanidade (The Human Condition), o épico de Masaki Kobayashi, um dos filmes mais importantes da história. O filme é dividido em três partes, todas estreladas por Tatsuya Nakadai no papel de Kaji.

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