Green Eyes

Elevate Talks: Bjenny Montero - Josefina Blattmann - Medium

Lil Feet andou pelos campos de sua mente por toda a vida. Todo mundo que ele já conheceu não passava mais do que alguns dias lá antes de se cansar. As pessoas queriam ver outras coisas, descobrir novos lugares e caminhar por outros tons de cores. Lil Feet nunca teve esse desejo. Por curiosidade, ele de vez em quando pensava em sair, mas o fato era que ele realmente amava seus próprios campos da mente. Ele amava cada coisinha de lá. Havia tantas toneladas de verde, sua cor favorita! Ele amava o verde caribenho, o verde elétrico, o verde azul, o verde jingle, o verde limão. Ele até amou o ciano, que não era especificamente um tom de verde, mas havia verde nele e sempre o fazia se sentir bem.

Um dia, Lil Feet estava tentando dormir depois de uma longa caminhada por uma floresta de eucaliptos e uma coisa incrível aconteceu. Um grande raio apareceu no céu e caiu a alguns metros de onde estava Lil Feet. Ele explodiu com tanta força e fez um barulho tão grande que, por um minuto, Lil Feet pensou que não conseguiria passar por isso. Ele tinha certeza de que era um monstro querendo comê-lo, então ficou com muito medo de ir ver o que era, se escondendo nas próprias sombras a noite toda.

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A Morte Escolhida

Após a frequente repetição de determinados arquétipos de suicídio em produções japonesas, me peguei pesquisando sobre como o suicídio é visto na cultura oriental. Anotei algumas coisas e compartilho com vocês, adicionando o conteúdo que me levou a pesquisá-lo:

1. HARAKIRI

Seppuku - Wikiwand

Se o suicídio é comumente relacionado à tristeza e depressão, no Japão feudal existia uma forma diferente de encará-lo. Samurais que, por alguma razão, decidissem dar um fim às suas vidas, poderiam fazê-lo sem perder a honra ou entristecer familiares.

Funcionava assim: o Samurai precisava ir a uma guilda e pedir permissão ao líder para fazer o Harakiri. Ele contava sua história de glórias e batalhas, e explicava exatamente por que decidia dar um fim à vida. Às vezes por alguma doença, dívidas, problemas familiares, profunda tristeza, ou simplesmente por acreditar já ter cumprido seu papel. Caso o pedido fosse aceito, dava-se início ao ritual.

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Os Melhores Filmes do Festival Varilux 2020

Festival 'Varilux Em Casa' oferece 50 filmes franceses de graça no ...

Que delícia – o Festival Varilux de Cinema Francês está disponível gratuitamente neste site aqui. O festival faz uma curadoria com os maiores sucessos franceses dos últimos anos.

São 50 filmes que cobrem todos os estilos e gostos: comédias (“Amor à Segunda Vista”), dramas (“Agnus Dei”), filmes históricos (“A Revolução em Paris” e “Cyrano mon Amour”), thrillers (“Carnívoras”), animações (“Asterix”), e muito mais.

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Terrace House 2019: O reality que é reality mesmo

Terrace-House

Terminado o BBB, fiquei órfão de um entretenimento de fácil digestão. Cheguei a passar pelos vales das sombras e da morte, dando chances a Mestres do Sabor e De Férias com o Ex, mas o único que me cativou mesmo foi o reality japonês da NetFlix Terrace House 2019-2020.

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Diário de Quarentena

Acordo às 9h. Antes mesmo de levantar da cama mando um “bom dia” no grupo do trabalho, para denotar que já estou a postos. Só aí troco de roupa (detalhe importantíssimo!), arrumo a cama, passo um café, rego as plantas. Às 9h20 estou pronto para trabalhar.

Trabalho focado e produtivo até 11h40, quando bate a fome.

Decido o que vou cozinhar. Penso calmamente, escolho. Uma proteína, um carboidrato, alguma coisa verde. Qual o suco? Laranja, beterraba, guaraná.

Cozinho ouvindo música e checando o celular o tempo todo. Almoço tranquilo, na mesa da sala, com a música ainda tocando.

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40 dias de quarentena

Entendo que tenha todo um lado problemático nessa afirmação, mas eu estou amando a quarentena. Nesses 40 dias, tive apenas dois dias de mau humor. De resto, estou brilhante. Faço minha comida, trabalho sem precisar sair de casa, meu salário e minha família estão protegidos. Moro na minha própria casa, onde posso molhar minhas plantas e tomar chá com torradas.

Disse algumas vezes essa frase e repito de novo: o que vocês chamam de quarentena, eu chamo de férias de verão. Porque era exatamente assim mesmo. Eu passava dois meses in-tei-ri-nhos sem sair de casa. Tão logo acabava o ano letivo, eu agia exatamente assim:

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Il terzo incomodo

Estava lendo A Cartuxa de Parma, do Stendhal, numa ensolarada manhã de quarta. O romance é um clássico de formação, ou seja, acompanha o personagem desde a tenra adolescência, ao longo de toda a sua obtenção de conhecimento e experiências, até a meia-idade.

Em determinado momento, Fabrice, o personagem principal, passa a ser alvo de ciúmes do conde Mosca, que é casado com sua tia. Os ciúmes de Mosca são estimulados por picuinhas da nobreza francesa, de forma que em pouco tempo passa a ser um sentimento imperioso em sua relação com a duquesa.

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Catarse 101

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Esta manhã me entreguei à frivolidade dos instantes. Não que fosse minha intenção. Foi imperativo. Aproximava-me do ponto de ônibus quando pude vislumbrar o desgraçado, aquela carroça do inferno, aquele pau-de-arara pós-moderno, que atende pelo nome de 693 ALVORADA passando ao longe. Corri, corri, mas não o suficiente. Cheguei apenas ao ponto de vê-lo esvair-se no horizonte sem mim.

Acendi o baseado e li dois capítulo de A Cartuxa de Parma, que tenho lido. Remarquei a reunião das 11h. Terminei de escrever esse post no celular. Boa manhã.

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Meets n Greets por aí


(Play enquanto lê pra pegar a vibe.)

Minha ex namorada é a única pessoa que eu conheço que curte Esteban Tavares. Então, quando tem show dele, a gente vai junto, só eu e ela, o que poderia soar estranho; mas tendo em vista que terminamos bem, é um role bastante agradável para por a conversa em dia e curtir música boa juntos. Nos sentimentos maduros e satisfeitos pela forma como nos relacionamos e isso acaba nos fazendo felizes também.

Então lá estávamos, curtindo o showzasso do Esteban, um dos melhores no cenário nacional, com muita guitarra, maçonha e letras tristes. A menina tirou um doce da carteira e me ofereceu metade. Fazer o quê, né? Tá bom, então.

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