Top 5 Apresentações Maravilhosas do La Voz Kids

Por alguns anos, meus ouvidos foram patrimônio exclusivo da língua italiana, especificamente, a voz de Tiziano Ferro, a voz mais incrível del mondo. Foi em 2016 ainda, quando o Tizi fez um duo com Pablo Alborán, o Luan Santana da españa, que minhas playlists passaram a ser invadidas por cantantes españoles de todas as origens. Hoje, que curioso – eu praticamente só escuto música espanhola.

Foi numa adaptação de Pablo Alborán que eu, mais recentemente, obtive um novo hábito – ouvir apresentações do La Voz Kids, pequenas pílulas de emoção concentrada em gritos lindíssimos de crianças fofas. Além de cumprirem emoção o suficiente para uma semana em menos de 2 minutos, os vídeos também me fizeram aprofundar em músicas nunca antes ouvidas por ninguém neste território brasileiro.

Agora, tal como Cristóvão Colombo, apresento a língua espanhola a vos, brasileños, com as 5 apresentações mais maravilhosas do La Voz:

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Trabalho na Pandemia e “Como Investir Para Encontrar Um Motivo Na Vida”

Da primeira vez que fui convidado a dar aula de português, há 9 anos, até hoje, quando sou coordenador de conteúdo de uma das maiores empresas do Brasil, consegui adicionar um zero à direita no meu salário bruto. Durante todos esses anos, uma coisa permaneceu imutável – eu nunca tirei nenhuma satisfação pessoal do meu trabalho.

As únicas vezes que me aproximei ligeiramente de uma satisfação foi quando produzi eventos. Em 2014, o Maravilhas Gastronômicas reuniu produtores de queijo, cerveja e linguiça do Rio de Janeiro. Em 2019, o Equipotel reuniu hoteleiros e fornecedores de todo o Brasil. E em 2021, o Transformando Energia em Cultura reuniu produtores culturais da Bahia e do Rio Grande do Norte.

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Green Eyes

Elevate Talks: Bjenny Montero - Josefina Blattmann - Medium

Lil Feet andou pelos campos de sua mente por toda a vida. Todo mundo que ele já conheceu não passava mais do que alguns dias lá antes de se cansar. As pessoas queriam ver outras coisas, descobrir novos lugares e caminhar por outros tons de cores. Lil Feet nunca teve esse desejo. Por curiosidade, ele de vez em quando pensava em sair, mas o fato era que ele realmente amava seus próprios campos da mente. Ele amava cada coisinha de lá. Havia tantas toneladas de verde, sua cor favorita! Ele amava o verde caribenho, o verde elétrico, o verde azul, o verde jingle, o verde limão. Ele até amou o ciano, que não era especificamente um tom de verde, mas havia verde nele e sempre o fazia se sentir bem.

Um dia, Lil Feet estava tentando dormir depois de uma longa caminhada por uma floresta de eucaliptos e uma coisa incrível aconteceu. Um grande raio apareceu no céu e caiu a alguns metros de onde estava Lil Feet. Ele explodiu com tanta força e fez um barulho tão grande que, por um minuto, Lil Feet pensou que não conseguiria passar por isso. Ele tinha certeza de que era um monstro querendo comê-lo, então ficou com muito medo de ir ver o que era, se escondendo nas próprias sombras a noite toda.

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40 dias de quarentena

Entendo que tenha todo um lado problemático nessa afirmação, mas eu estou amando a quarentena. Nesses 40 dias, tive apenas dois dias de mau humor. De resto, estou brilhante. Faço minha comida, trabalho sem precisar sair de casa, meu salário e minha família estão protegidos. Moro na minha própria casa, onde posso molhar minhas plantas e tomar chá com torradas.

Disse algumas vezes essa frase e repito de novo: o que vocês chamam de quarentena, eu chamo de férias de verão. Porque era exatamente assim mesmo. Eu passava dois meses in-tei-ri-nhos sem sair de casa. Tão logo acabava o ano letivo, eu agia exatamente assim:

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Il terzo incomodo

Estava lendo A Cartuxa de Parma, do Stendhal, numa ensolarada manhã de quarta. O romance é um clássico de formação, ou seja, acompanha o personagem desde a tenra adolescência, ao longo de toda a sua obtenção de conhecimento e experiências, até a meia-idade.

Em determinado momento, Fabrice, o personagem principal, passa a ser alvo de ciúmes do conde Mosca, que é casado com sua tia. Os ciúmes de Mosca são estimulados por picuinhas da nobreza francesa, de forma que em pouco tempo passa a ser um sentimento imperioso em sua relação com a duquesa.

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Os Irmãos Karamázov (1880)

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Houve duas grandes motivações para surgir em mim a vontade de ler Os Irmãos Karamázov, esse clássico russo de 1880 com mais de 1000 páginas: a primeira é meu fascínio por Dostoievski, e a segunda é Nelson Rodrigues. Em alguma crônica, Nelson traça um paralelo entre a relação Fla-Flu e “as relações karamazovianas”. Se tem algo que eu não tolero é não entender referências literárias, então não demorou 3 dias para eu estar lendo o primeiro tomo do livro.

A história é assim: Fiódor Karamázov é um dos piores seres que você há de conhecer. Bon vivant, egocêntrico, egoísta, sórdido, vive intensamente e deixa um rastro de destruição e ódio por onde passa. Casa-se com uma mulher feia por interesse. Tem, com ela, um filho, Dmitri. Ela o abandona e, mais tarde, morre. O filho é levado ao Fiódor, que já está casado novamente, e é pai de mais dois filhos: Ivan, que viria a se tornar um intelectual, e Aliócha, uma criança tímida e pura que entra pro mosteiro. Essa segunda mulher os abandona.

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Ninguém vai se lembrar de mim

Quando eu criei um blog, aos 11 anos, o fiz pura e simplesmente por querer imitar os blogs que eu lia. Geralmente produzidos por pessoas muito mais velhas e com motivações diversas, a minha principal motivação, tal qual a criança que hoje cria um vlog pra imitar o Luccas Neto, era simplesmente imitar as pessoas mais velhas que eu gostava. O Izzy Nobre, por exemplo, morava no Canadá, e fazia da sua vida algo tão incrível que, de alguma forma, eu senti que também poderia fazer.

Não tardou e minhas principais referências minguaram – aqueles que não deletaram seus blogs, como o Efeito Ázaron, acabaram se tornando pessoas incrivelmente chatas, caso do próprio Izzy.

As referências se foram. O blog permaneceu. O ato de escrever, esse psicólogo recém desvendado, rapidamente tornou-se parte da minha personalidade – eu me tornei o bloggeiro, o menino de 14 anos que, com um computador, num quarto sem janelas, conseguiu uma audiência de mil leitores diários, conseguiu viajar para encontrar fãs, conseguiu rendimentos em dólar, conseguiu sair na matéria da Capricho.

Em algum momento eu já nem sabia direito o motivo de estar escrevendo.

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Sua Alegria Foi Resenhada

Sente só. Tá fazendo frio, né? Isso só pode significar uma coisa: as bandas tristes estão lançando discos novos!

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Eu ando monotemático. Se o motorista do uber me der bom dia, ele que me aguente: vou falar de Fresno a viagem inteira. Daí que eu escrevi essa resenha por meio de notas. Não “parei” para escrevê-la – ouvindo as músicas, ao longo dos dias em que eu ouvi essas músicas, pensamentos me saltaram, e precisei escrever.

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A inerente beleza da minha vida

“Pangloss ensinava metafísico–teólogo–cosmolonigologia. Provava admiravelmente que não há efeito sem causa e que, neste que é o melhor possível dos mundos, o castelo do senhor barão era o mais belo possível dos castelos e a senhora a melhor das baronesas possíveis.

Cândido, em pânico, desvairado, todo ensanguentado e palpitante, dizia consigo: “Se este é o melhor dos mundos possíveis, como não serão os outros!””

Às vezes eu me pergunto se tudo não passa de um preciosismo, de uma escolha meticulosa de narrativas para ornar a vida.

Eu me pergunto se o fato de escrever a minha vida há tantos anos – já são 11 agora – não me transforma num otimista do passado, um nostálgico imediato. Se no final das contas eu não fico enfeitando os acontecimentos com lantejoulas e brilhantina, como se a vida só dependesse da interpretação que eu desse para ser melhor.

Por que, ou é isso, ou eu tenho uma sorte descomunal, uma sintonia singular com o universo que me faz caminhar apenas pelos mais bonitos de todos os caminhos possíveis.

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Freestyle de Ideias #03

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O Reveillon dos Emo

Vocês já pararam pra pensar que o Dia das Bruxas é o último dia do décimo mês? Na prática, na prática, o Dia das Bruxas é a verdadeira virada do ano. Tanto o é que o recebemos com uma grande comemoração gótica, com doces, de preto e rímel. O Reveillon dos Emo.

Aí eu nasci. Um bruxo, protagonista dessa porra toda, o bebê enviado pelos céus para ser emo entre os humanos e feliz entre os espíritos.

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