Resenha: O Vermelho e o Negro, 1830 (Stendhal)

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O negro da batina, o vermelho do exército francês. Essas cores traduzem os ambientes que vão marcar a história de Julien Sorel, o ambicioso filho de carpinteiro que almeja ascender socialmente.

Julien, por ser extraordinariamente bonito, deixa mulheres apaixonadas por onde passa – e é a partir dessas paixões que a história evolui, o que fez Stendhal comentar que a obra é “a primeira vez que um livro teve a ousadia de tratar dos sentimentos franceses” e também “o único livro que tem duas heroínas, a Senhora de Rênal e Mathilde”.

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Resenha: Diário de Queda, 2011 (Michael Laub)

Diário da queda - Resenhas - Livros - Bons Livros Para Ler

A história de um trauma e suas implicações.

Essa resenha poderia se resumir a isso. O curto livro de Michel Laub, escritor gaúcho de 48 anos, trata de todas as reverberações que um trauma pode causar em uma vida.

O livro é apresentado em forma de diário, marcado por fluxos de consciência e divididos em nove capítulos cujos títulos são: “Algumas coisas que sei sobre meu avô”, “Algumas coisas que sei sobre o meu pai”, “Algumas coisas que sei sobre mim”.

Neles, as lembranças de sua família, judeus fugidos de Auschwitz, se entrelaçavam com suas próprias lembranças, reavivando o trauma cujas consequências se projetam em diversos fatores de sua vida nas décadas seguintes.

É pra ler em uma sentada e conhecer uma parte do Brasil que não estamos tão habituados.

Resenha: O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984 (José Saramago)

O ano da morte de Ricardo Reis, de José Saramago – contraCenas

Eu nunca tinha lido Saramago, até o último natal, quando minha mãe me presenteou com O Ano da Morte de Ricardo Reis, de acordo com ela, “porque nosso sobrenome é Reis”.

Li ele inteiro em 2 dias. Nele mostra-se os últimos dias deste poeta, que na verdade, não existiu. Ricardo Reis foi um pseudônimo do Fernando Pessoa. Quando Pessoa morreu, não houve um fim para a história de Ricardo. É nesse gap que Saramago atua.

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Resenha: A Tirania do Amor, 2018 (Cristovão Tezza)

A TIRANIA DO AMOR – Cristovão Tezza – ACRÓPOLE REVISITADA

Como pensa um Faria Limer?

Eu resumiria que a proposta desse livro é colocar o leitor nesse lugar, conhecer esse ser que vive nas sombras do rendimento passivo, esse ser que não se preocupa com os boletos no fim do mês mas mesmo assim tem um monte de preocupações absolutamente banais, gente como a gente.

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Resenha: Os Cadernos de Malte Laurids Brigge, 1910 (Rainer Maria Rilke)

floribundo: Rainer Maria Rilke

“O fato de uma coisa ser difícil tem de ser mais um motivo para fazê-la. Amar também é bom: pois o amor é difícil.”

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“Cartas a um jovem poeta”, do Rilke, é o livro que mais mexeu comigo na vida. Já presenteei 3 pessoas diferentes com ele, anexando marca-páginas em minhas cartas favoritas. Em 1903, um rapaz de 17 anos troca cartas com seu poeta favorito, que lhe dá diversas dicas de como encarar a vida. O Rilke foi um dos poetas mais influentes da Europa no século XX, e sua correspondência foi publicada nesse livreto de 60 páginas.

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Resenha: Torto Arado, 2019 (Itamar Vieira Junior)

Com 'Torto Arado', autor une prestígio literário e sucesso comercial | VEJA

Falam muito bem desse livro, ganhou tudo que era prêmio nos últimos anos, a capa é chamativa e todo mundo gosta de tirar foto com ela.

Livro bom, curtinho, direto ao ponto, duas irmãs, Bibiana e Belonísia, que vivem num contexto análogo à escravidão numa fazenda na Chapada da Diamantina. Uma delas, logo cedo, fica muda, e o livro procura dar voz às duas, mostrando suas vidas e suas perspectivas. Desde a inocência da infância, às aspirações da adolescência, às dores do amadurecimento, às instigações políticas, à inconformidade (ou conformidade) com suas situações.

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“O Sentido de um Fim”, de Julian Barnes

Livro - O Sentido De Um Fim - Julian Barnes (box) - Tag | JOR-EL PRESENTES

Eu estive lendo “O Sentido de Um Fim”, livro de Julian Barnes que trata basicamente sobre como construímos versões parciais das coisas que vivemos para nos confortar de nossos erros e limitações. No livro, um amigo do protagonista se suicida, e tudo parece ok, até que 40 anos depois um diário faz ele revisitar todas as histórias que ele havia passado verniz por cima.

É sempre muito mais fácil delegar a culpa de uma briga a outra pessoa, principalmente quando se é adolescente. Se alguém não te amou, é culpa dela. Se alguém te tratou mal, é maldade dela.

Todas as vezes que eu tive alguma frustração, principalmente amorosa, eu fiz questão de escrever um texto distorcendo tudo à minha maneira, pra deixar claro a integridade da culpa ao outro.

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