Hangloose

busstopCircunstâncias da vida me levaram a estar no bar numa quarta à noite do outro lado do Rio de Janeiro. Eram 23:30 e eu estava ligeiramente bêbado, após conversas singularmente importantes (assunto para outro momento)* em um ponto escuro e deserto do centro do Rio de Janeiro, torcendo muito para que o ônibus, que o último da noite saía às 23:15, não tivesse ainda passado por ali.

*N.A.: Eu não lembro mais o que era.

Após alguns minutos de aflição ele apareceu. Entrei e a primeira coisa que ouvi foi o motorista gritando “Quer meus dado? Se quiser meus dado eu te dou. Mas senta ai. Tu vai cair de novo. Alá, não ta nem se segurando, vai cair de novo”.

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Aquela de Jambú

Era verão.

Toda a empresa fora convidada a uma churrascaria chique na zona sul. Comemos comida de gente rica, com carnes que se desfaziam na boca, champagne e cerveja liberada, tudo às custas dos nossos chefes. Vez ou outra pediam o microfone para fazer algum tipo de agradecimento, “estamos ficando bilionários às custas do seu tempo de vida e esforço”, só que mais bonitinho, sabe, coisas assim.

Por volta das 17h ninguém aguentava ingerir mais nada – até por que não podíamos fumar um Bergson por ali, o que diminuía sensivelmente nossa capacidade alimentativa – e estávamos ansiosos para uma choppada que iríamos dali a pouco. Nosso grupo saía pouco, mas quando saía era pra fazer história, e estávamos portanto ansiosos para ir àquela choppada de publicidade da faculdade do meu amigo, o Gui.

Chegamos por volta das 19h. Estava claro e todos já bêbados – a festa começara 16h. Meio deslocado, eu sabia que era questão e tempo – e álcool – até tudo se resolver.

Hoje vou te arranjar uma menina“, disse-me Gui.

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