Os Irmãos Karamázov (1880)

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Houve duas grandes motivações para surgir em mim a vontade de ler Os Irmãos Karamázov, esse clássico russo de 1880 com mais de 1000 páginas: a primeira é meu fascínio por Dostoievski, e a segunda é Nelson Rodrigues. Em alguma crônica, Nelson traça um paralelo entre a relação Fla-Flu e “as relações karamazovianas”. Se tem algo que eu não tolero é não entender referências literárias, então não demorou 3 dias para eu estar lendo o primeiro tomo do livro.

A história é assim: Fiódor Karamázov é um dos piores seres que você há de conhecer. Bon vivant, egocêntrico, egoísta, sórdido, vive intensamente e deixa um rastro de destruição e ódio por onde passa. Casa-se com uma mulher feia por interesse. Tem, com ela, um filho, Dmitri. Ela o abandona e, mais tarde, morre. O filho é levado ao Fiódor, que já está casado novamente, e é pai de mais dois filhos: Ivan, que viria a se tornar um intelectual, e Aliócha, uma criança tímida e pura que entra pro mosteiro. Essa segunda mulher os abandona.

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